Andarilhos da luz
O grupo Andarilhos da Luz existe há aproximadamente 6 anos. Tem como objetivo principal e primordial levar e transmitir alegria para todos, empenhando-se para que ela se espalhe como uma epidemia.
História
Para contarmos nossa história, precisamos contar a história de dois grupos, o Andarilhos da Luz e o Frutos da Arte.
O Andarilhos da Luz existe há aproximadamente 5 anos, tendo iniciado seus trabalhos em março de 2000, e nasceu com o propósito de levar alegria e descontração para locais esquecidos pela sociedade. O grupo efetuava visitas a asilos e casas de repouso e também fazia campanhas de arrecadação de alimentos para que fossem montadas cestas básicas. Podemos dizer que o Andarilhos da Luz teve três gerações: a 1°, que foi a da fundação, caracterizada por um grande número de pessoas, mas que não sabiam realmente o intuito do grupo ou não puderam continuar com o trabalho. Neste primeiro momento, o grupo já se chamando Andarilhos da Luz, parou, após cerca de um ano, com suas atividades de visitas asilos e a Casa do Aconchego, por ter decaído consideravelmente o número de participantes.
A 2° geração do Andarilhos era formada pelos remanescentes da primeira, que se reuniram novamente para formar um trabalho mais sério e objetivo. Mas devido a todos os integrantes não poderem estar juntos e aos horários não coincidirem, mais uma vez o grupo parou com suas atividades.
Para contar a história da 3° geração faz-se necessário citar o grupo “Frutos da Arte”.
O Frutos da Arte nasceu aproximadamente junto com a 1ª geração do Andarilhos da Luz e foi criado por integrantes do Núcleo de Arte e Educação (Arte&Vidinha) da ONG “Instituto Arte & Vida”. Tinham por objetivo levar as mensagem do Espiritismo através da arte. Junto disto, nasceu o projeto “Injeção de Alegria”, que consistia em visitar leitos de hospitais como “Doutores Palhaços”. Este projeto foi desenvolvido na Santa de Casa de Misericórdia de Franca – SP. Porém, em virtude de compromissos, os integrantes do grupo foram se afastando, restando apenas dois integrantes no projeto.
A 3° geração do Andarilhos da Luz nasceu da adoção do projeto “Injeção de Alegria” e da adoção de um integrante do Frutos da Arte à 2ª geração do Andarilhos da Luz. Depois de organizar a nova trupe de Besteirologistas, o “novo” Andarilhos da Luz assumiu as visitas dominicais, levando um pouco de descontração e alegria aos leitos da Santa Casa de Misericórdia de Franca.
O grupo e o Projeto EsparadraPalhaços
O grupo é hoje formado por mais de 30 integrantes voluntários (acreditamos que todos que passaram pelo grupo, independentemente do motivo do afastamento, continuam sendo e sempre serão Andarilhos). Seguindo a filosofia de Patch Adams que diz que o amor é contagioso, o que o Andarilhos da Luz faz é levar amor àqueles que se encontram temporária ou permanentemente na Santa Casa de Misericórdia de Franca e em alguns asilos.
Contando atualmente com 17 participantes ativos, os grupo realiza suas visitas aos domingos e quartas entre as 15:00 e 18:00 com cerca de 10 participantes por dia.
Durante as visitas os doutores palhaços aparecem nos quartos pintados e usando jalecos. Cada participante traz alguns truques, brincadeiras, piadas, mágicas ou números teatrais, movidos é claro pela criatividade que é a chave mestra de tudo isso, para apresentarem para os pacientes. Todas as visitas são consideravelmente animadas e além do riso, o objetivo do grupo é proporcionar aos pacientes, bem como aos funcionários e visitantes, momentos em que a dor, a doença e as preocupações possam ser esquecidas. Além de boas risadas, estamos também sempre dispostos para uma boa conversa, fato de onde saem as grandes lições que tiramos das visitas. As visitas são normalmente feitas em duplas ou em trios que podem variar todos os domingos, visando criar entre o grupo a amizade e a cumplicidade, ou estabelecerem-se sempre comuns, conforme a liberdade e cumplicidade já criada entre alguns, são sempre recheadas de muita alegria e descontração. Pequenos detalhes do observado no quarto, bem como detalhes da fala dos pacientes, são as bases para o riso, no entanto respeitando sempre a liberdade e privacidade dos mesmos. Dessa maneira, mostrando aos pacientes o que de bom os cerca e o quanto de alegria e bons motivos para rir e sorrir eles trazem, as conversas e descontração são criadas envolvendo os pacientes, visitantes e nós, palhaços, como cúmplices desta grande brincadeira em que consistem as visitas. Da mesma maneira em que nos prestamos a descontrair aqueles que nos recebem, também respeitamos aqueles que preferem não receber a visita.
Idéia comum ao grupo todo é a de que apenas uma vida vivida também em função do bem e da alegria dos outros é que valerá a pena. Assim, os integrantes, que variam de 16 a 23 anos, não medem esforços para trazer aos “seus pacientes” o máximo de alegria possível. Nem um só quarto deixa de ser visitado, nem mesmo os vazios, e o tempo de visita dependerá da necessidade do paciente. Em respeito à privacidade do paciente, não são questionados a sua vida pessoal ou o motivo de sua internação, a não ser que o próprio paciente opte por fazê-lo.
Em épocas comemorativas, como dia das crianças, dia das mães, dia dos pais, natal etc, o grupo leva ou prepara pequenos presentes e surpresas para os pacientes.
A preparação de toda esta “palhaçada” é feita através de oficinas de teatro, arte circense e pequenas oficinas de preparação pessoal e psicológica, realizadas antes de o participante ingressar nas visitas.
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