Boa tarde belezuras,
A visita de ontem foi muito boa, na minha opinião. Tarde ensolarada de domingo, a pediatria estava lotada - cheia de crianças lindas esperando por nós - e as enfermeiras enlouquecidas de tanto trabalho. Nos dividimos em 3 grupos de 3 palhaços - conclui-se então que contávamos com 9 palhaços, né?
O primeiro quarto que visitei, com o Dr. Chorú, tinha só um menininho de 2 anos, com nome diferente, Wyan, sua mãe e madrinha (ah, e o filme do Karatê Kid, tava rolando). Ele não nos deu muita moral, mas a nossa cara de pau nos manteve lá por mais alguns minutos conversando com as acompanhantes e tentando chamar a atenção de Wyan.
Assim o Dr Chorú e eu aparecemos na porta do 2° quarto, nos foi imposta uma condição: não deveríamos ultrapassar a metade do quarto, que era espaço de uma figurinha que tinha acabado de ser internada, a Ana Beatriz(acho). Então, entramos discreta e totalmente invisíveis, claro, para a metade da Helô. Conversamos e brincamos qualquer coisa, até que o Dr. Pipoca aparece na porta para ser o trio da nossa dupla, e assim como nós, ele também deveria se ficar apenas na metade da Helô, e deveria chegar até ali, discreta e totalmente invisível como nós. Mas ele estava sem jaleco - nosso principal disfarce para chegar até o lado da Helô - e o Dr. Chorú teve que ir ajudar. Aí sim, a confusão começou, pra quem não sabe, o Dr. Pipoca é umas 2 vezes maior que qualquer pessoa normal (heheheh), e o jaleco do Chorú era muito pequeno para tampar os dois. Bom, milhares de tentativas depois chegaram ao lado da Helô, onde eu espera com a Helô, ambas ansiosas para ver a solução daquele problema. Mas como um passe de sem-vergonhice do Pipoca, Chorú ficou sem jaleco, e passou boa parte da visita tentando pegar seu jaleco de novo, e só conseguiu explicar que o jaleco que estava com o Pipoca era, na verdade, dele quando a nossa linda amiga, Helô resolveu opinar. Mas pra pegar o que era seu por direito, foi preciso uma dose de anestesia na cabeça do Dr Pipoca. Jaleco recuperado, decidimos que iriamos sacanear o Pipoca e começamos a dar anestesia em várias parte de seu corpo até que caísse no chão, claro que isso deu um trabalhão danado, também com tantos metros de altura. Combinamos com as nossas amigas: "vamos acordar ele e sair correndo, e vocês não podem dizer que fomos nós que derrubamos ele!", acordo feito. Quando ele acordou estávamos invisivelmente escondidos na porta do quarto, e assim, invisíveis, nos infiltramos no quarto sem que ele percebesse. Mas para nosso desespero uma de nossas amigas disse onde estávamos. Fomos encontrados e nossa anestesia roubada. Alguns minutos de desespero seguiram... eu e Chrú recebemos fortes ameaças de sermos anestesiados por Dr Pipoca. Mas com um reflexo muito bem trabalhado conseguir recuperar a anestesia e reverter a situação. Saímos do quarto correndo atrás do Pipoca. Claro, voltamos pra despedir das meninas, mas nada de encontrar o Pipoca. Falando nisso, se alguém o vir, manda um torpedinho para gente, ok?!
Nos chamaram em um terceiro quarto, acho que a acompanhante gostou do meu nome - não sei por que -, mas não parava de dizer ele. Nesse quarto se juntaram a nós a Dr Margá, que fez um visitante soltar a franga, e foi levemente esculachada por sua figura não muito agradável aos olhos alheios (ops, sorry Margá, é brincadeirinha).
Todos desceram para o quarto do nosso amado Rick e tive que ir buscá-los, porque é tanto amor que nunca mais voltavam de lá. E eu aproveitei pra matar um pouquinho da minha saudade dele.
A cada dia que passa sou lembrada de quão maravilhoso é esse trabalho, e isso me faz não desistir dele, mesmo que tudo me peça o contrário. A vida é tão efêmera pra ser vivida só pra si mesmo.
Dra. Meia
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